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Ii - do registro

NovoNorm®
repaglinida

I. Identificação do medicamento
NovoNorm®
repaglinida

Forma farmacêutica
Comprimido
Via de administração
Oral
Apresentações
Embalagens contendo 30 comprimidos acondicionados em blísteres. Os comprimidos estão
disponíveis em 3 concentrações de repaglinida:
0,5 mg (comprimidos de cor branca),
1 mg (comprimidos de cor amarela) e
2 mg (comprimidos de cor pêssego).
USO ADULTO

Composição
Cada comprimido 0,5 mg contém:
repaglinida . 0,5 mg
Excipientes: poloxâmer, povidona, meglumina, amido, fosfato de cálcio dibásico, celulose
microcristalina, glicerol, polacrilina potássica, estearato de magnésio.
Cada comprimido 1,0 mg contém:
repaglinida . 1,0 mg
Excipientes: poloxâmer, povidona, meglumina, amido, fosfato de cálcio dibásico, celulose
microcristalina, glicerol, polacrilina potássica, estearato de magnésio, óxido de ferro
amarelo.
Cada comprimido 2,0 mg contém:
repaglinida . 2,0 mg
Excipientes: poloxâmer, povidona, meglumina, amido, fosfato de cálcio dibásico, celulose
microcristalina, glicerol, polacrilina potássica, estearato de magnésio, óxido de ferro
vermelho.

II. Informações ao paciente
1. Ação do medicamento
NovoNorm (repaglinida) é um antidiabético oral.
O diabetes tipo 2 é uma doença na qual o pâncreas não produz insulina suficiente para
controlar o nível de glicose no sangue. NovoNorm ajuda o pâncreas a produzir mais
insulina no momento das refeições, e é utilizado para controlar o diabetes. O tratamento
do diabetes tipo 2 com NovoNorm é um adjuvante da dieta e exercícios físicos.
2. Indicação do medicamento
A repaglinida é indicada para pacientes com diabetes tipo 2. O tratamento com NovoNorm
é indicado se a dieta, exercícios físicos e redução de peso por si só não foram suficientes
para controlar (ou diminuir) os seus níveis de glicose no sangue. NovoNorm também pode
ser administrado em combinação com metformina.

3. Riscos do medicamento
Contra-indicações
NovoNorm não deve ser usado se você:
 Tem alergia conhecida à repaglinida (o princípio ativo de NovoNorm) ou a qualquer um
 Está grávida ou amamentando.
Advertências e Precauções
Não se esqueça de informar o seu médico se você:
• Utilizar genfibrozila (medicamento redutor de gorduras no sangue), pois isto pode
causar aumento e prolongamento do efeito de NovoNorm;
• Tiver problemas renais ou hepáticos;
• Está prestes a se submeter a uma cirurgia de grande porte ou;
 Apresentou recentemente doença grave ou infecção.
Em tais casos pode ocorrer perda do controle do diabetes. Se alguma das situações acima
aplicar-se a você, NovoNorm pode não ser adequado para seu tratamento. O seu médico
irá aconselhá-lo.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas:
É aconselhável que você tome as devidas precauções para evitar hipoglicemia enquanto
estiver dirigindo. Isto é particularmente importante se você tem pouca ou nenhuma
percepção dos sinais de alerta de hipoglicemia ou se tiver episódios freqüentes de
hipoglicemia. A conveniência de dirigir nestas circunstâncias deve ser considerada.
Gravidez e Amamentação:
NovoNorm não deve ser usado se você estiver amamentando.

NovoNorm não deve ser usado se você estiver grávida ou planejando engravidar.
Este medicamento é indicado para a faixa etária adulta.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso
para a sua saúde.


Principais interações medicamentosas
Suas necessidades de NovoNorm podem mudar se você tomar outros medicamentos.
Você deve informar o seu médico se tomar qualquer destes medicamentos ou quaisquer outros medicamentos, que você não tem certeza se podem ser tomados junto com NovoNorm:  genfibrozila (medicamento redutor de gorduras no sangue);  trimetoprima (medicamento antibacteriano);  rifampicina (medicamento antibacteriano);  Agentes beta-bloqueadores não-seletivos (usados para tratar hipertensão arterial e  Inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA - utilizados para tratar  Salicilatos (por exemplo, aspirina);  octreotida;  Antiinflamatórios não-esteroidais (AINES);  Esteróides anabólicos e corticosteróides;  Contraceptivos orais (utilizados para evitar gravidez);  Hormônios tireoideanos (usados para tratar pacientes com baixa produção de hormônios  Simpatomiméticos (usados para tratar asma);  claritromicina;  itraconazol (medicamento antifúngico);  cetoconazol (medicamento antifúngico); A sua necessidade de NovoNorm também pode ser alterada se ingerir bebidas alcoólicas.
4. Modo de uso e Posologia
É importante que você tome NovoNorm de acordo com as instruções do seu médico.
Não tome uma quantidade de NovoNorm maior do que a recomendada por seu médico.
Você deve tomar NovoNorm antes de cada refeição principal. Os comprimidos devem ser
ingeridos com um copo de água. O seu médico determinará a sua dose inicial. Uma dose
inicial normal é de 0,5 mg, tomada imediatamente antes de cada refeição principal.
A dose pode ser ajustada pelo seu médico até 4 mg antes de uma refeição principal.
A dose máxima diária recomendada é de 16 mg.
Se você esquecer-se de tomar uma dose, tome a dose seguinte como de costume e
não duplique a dose.
O seu médico poderá prescrever NovoNorm em combinação com metformina, outro
antidiabético oral.
Uma vez que NovoNorm não foi estudado em pacientes com menos de 18 anos de idade
ou acima de 75 anos de idade, o seu uso não é recomendado nestes pacientes. Este é
também o caso de pacientes com doença hepática moderada a grave.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe
o aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

5. Reações adversas
NovoNorm pode em raras situações causar hipoglicemia.
Os efeitos indesejáveis, exceto aqueles relacionados com a hipoglicemia, são tipicamente
leves e transitórios e podem incluir sintomas gastrintestinais, tais como:
• Dor abdominal;
• Náusea;
• Diarréia;
• Vômito;
• Constipação.
Alguns pacientes são alérgicos ao medicamento. Nestes casos, os sintomas são erupções e
coceira na pele. Se isto acontecer com você, informe o seu médico imediatamente. Os
seguintes efeitos têm, em casos muito raros, ocorrido em pacientes que foram tratados
com este medicamento, mas estes efeitos podem não ser relacionados com o
medicamento:
• Distúrbios visuais;
• Aumento das enzimas hepáticas;
• Disfunção hepática grave.
Você também deve informar ao seu médico ou farmacêutico se você notar qualquer outro
efeito indesejável não mencionado acima.
6. Conduta em caso de superdose
Se você tomar uma superdose de antidiabéticos orais, a quantidade de açúcar no seu
sangue pode tornar-se muito baixa, levando a um evento hipoglicêmico. Os sintomas
incluem:
• Dor de cabeça;
• Tontura;
• Cansaço;
• Batimento cardíaco acelerado;
• Nervosismo e tremores;
• Náusea;
• Suor.
Se você sentir algum destes sintomas, deverá ingerir açúcar, ou tomar uma bebida
açucarada e depois descansar. Se você piorar, consulte seu médico ou serviço de pronto
socorro do hospital mais próximo. Quando eventos hipoglicêmicos não são tratados podem
tornar-se muito graves e causar dor de cabeça, náusea, vômito, desidratação,
inconsciência ou mesmo situações mais graves.

7. Cuidados de conservação e uso
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da umidade.
Manter o produto na embalagem original. Não use após o prazo de validade indicado na
embalagem.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


III. Informações técnicas aos profissionais de saúde
1. Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
A repaglinida é um secretagogo de insulina de ação curta. A repaglinida reduz os níveis de
glicemia de forma aguda, ao estimular a liberação de insulina pelo pâncreas, um efeito
dependente do funcionamento das células-ß nas ilhotas pancreáticas. A repaglinida fecha
os canais de potássio ATP-dependentes na membrana das células-ß, pela ligação a sítios
nestas células. Isto despolariza a célula-ß e leva à abertura dos canais de cálcio. O
aumento do influxo de cálcio resultante induz a secreção de insulina pela célula-ß.

Propriedades farmacocinéticas
A repaglinida é rapidamente absorvida pelo trato gastrointestinal, o que leva a um rápido
aumento na concentração plasmática do fármaco. O pico dos níveis plasmáticos ocorre
dentro de uma hora após a administração. Depois de ter atingido um máximo, o nível
plasmático diminui rapidamente e a repaglinida é eliminada dentro de 4-6 horas. A meia-
vida de eliminação plasmática é de aproximadamente 1 hora. A farmacocinética da
repaglinida é caracterizada por uma biodisponibilidade absoluta média de 63% (CV 11%),
baixo volume de distribuição 30 L (compatível com a distribuição no fluído intracelular) e
rápida eliminação do sangue.
Uma grande variabilidade interindividual (60%) nas concentrações plasmáticas da
repaglinida foi detectada em estudos clínicos.
A variabilidade intraindividual é de baixa a moderada (35%) e, como a repaglinida deve
ser titulada de acordo com a resposta clínica, a sua eficácia não é afetada pela
variabilidade interindividual.
Insuficiência renal:
As farmacocinéticas de dose única e do estado de equilíbrio da repaglinida foram avaliadas
em pacientes com diabetes tipo 2 e vários graus de disfunção renal. Tanto a área sob a
curva (AUC) como a Cmax da repaglinida foram as mesmas nos pacientes com função renal
normal e com insuficiência renal leve a moderada (valores médios 56,7 ng/mL*h versus 57,2 ng/mL*h e 37,5 ng/mL versus 37,7 ng/mL, respectivamente). Pacientes com função renal gravemente reduzida tiveram valores médios um pouco elevados da AUC e da Cmax (98,0 ng/mL*h e 50,7 ng/mL, respectivamente), mas este estudo mostrou apenas uma pequena correlação entre os níveis de repaglinida e o clearance da creatinina. O ajuste da dose inicial não parece ser necessário para pacientes com disfunção renal. Aumentos subseqüentes de dose da repaglinida devem ser feitos com cuidado em pacientes com diabetes tipo 2 que apresentam comprometimento grave da função renal ou insuficiência renal que requer hemodiálise. Insuficiência hepática: Um estudo aberto de dose única foi realizado com 12 indivíduos sadios e 12 pacientes com doença hepática crônica (DHC), classificada pela escala Child-Pugh e pelo clearance de cafeína. Os pacientes com comprometimento moderado a grave da função hepática tiveram concentrações séricas maiores e mais prolongadas tanto da repaglinida total como da não-ligada, em comparação aos indivíduos sadios (AUCsadio: 91,6 ng/mL*h; AUCpacientes DHC: 368,9 ng/mL*h; Cmax sadio: 46,7 ng/mL; C max, pacientes DHC: 105,4 ng/mL). A AUC foi estatisticamente correlacionada com o clearance de cafeína. Nenhuma diferença nos perfis de glicose foi observada entre os grupos de pacientes. Os pacientes com disfunção hepática podem ficar expostos a maiores concentrações de repaglinida e de seus metabólitos do que os pacientes com função hepática normal, que recebem doses usuais. Por isso, a repaglinida deve ser usada com precaução em pacientes com comprometimento da função hepática. Intervalos mais longos entre os ajustes de dose devem ser utilizados para permitir a avaliação completa da resposta. Em humanos, a repaglinida liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (> 98%). Não foram observadas diferenças clínicas relevantes na farmacocinética da repaglinida, quando esta foi administrada 0, 15 ou 30 minutos antes de uma refeição ou em jejum. A repaglinida é completamente metabolizada, predominantemente via CYP2C8, mas também via CYP3A4, e nenhum metabólito com efeito hipoglicemiante clinicamente relevante foi identificado. A repaglinida e os seus metabólitos são eliminados principalmente na bile. Uma pequena
fração (aproximadamente 8%) da dose administrada aparece na urina, preliminarmente
como metabólitos. Menos de 2% do fármaco original é recuperado nas fezes.
2. Resultados de eficácia
Em pacientes portadores de diabetes tipo 2, a resposta insulinotrópica a uma refeição
ocorreu dentro de 30 minutos após uma dose oral de repaglinida. Isto resultou em um
efeito redutor da glicemia durante o período da refeição. Os níveis plasmáticos de
repaglinida diminuíram rapidamente e baixas concentrações do fármaco foram observadas
no plasma dos pacientes portadores de diabetes tipo 2 quatro horas após administração.
Uma redução dose-depende da glicemia foi demonstrada em pacientes portadores de
diabetes tipo 2, na administração de doses de 0,5 a 4 mg de repaglinida. Resultados de
estudos clínicos demonstraram que a repaglinida deve ser administrada antes das
refeições (posologia pré-prandial). As doses são tomadas geralmente dentro de 15
minutos antes da refeição, mas o tempo pode variar de imediatamente antes da refeição
até 30 minutos antes da refeição.

3. Indicação
A repaglinida é indicada para portadores de diabetes tipo 2 cuja hiperglicemia já não pode
ser controlada satisfatoriamente por meio de dieta e exercícios físicos. A repaglinida
também é indicada em combinação com a metformina, em pacientes portadores de
diabetes tipo 2, que não são satisfatoriamente controlados com a repaglinida ou com a
metformina isoladamente.
O tratamento deve ser iniciado como um adjuvante da dieta e exercícios físicos, para
diminuir a glicose sanguínea no momento das refeições.
4. Contra-indicações
 Hipersensibilidade conhecida à repaglinida ou a qualquer excipiente de NovoNorm;
 Cetoacidose diabética, com ou sem coma.

5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
NovoNorm deve ser usado por via oral, de acordo com o indicado no item “Posologia”.
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da umidade. Manter
o produto na embalagem original.

6. Posologia
A repaglinida é administrada por via oral, no período pré-prandial e titulada
individualmente para otimizar o controle glicêmico. Além da auto-monitoração da glicemia
e/ou glicose urinária, a glicemia do paciente deve ser monitorada periodicamente pelo
médico para determinação da dose mínima efetiva.
Os níveis de hemoglobina glicada também são importantes na monitoração da resposta do
paciente à terapia. É necessária uma monitoração periódica para detectar uma redução
inadequada da glicose sanguínea na dose máxima recomendada (ou seja, falha primária)
e para detectar a perda de resposta adequada na redução da glicemia após um período
inicial de eficácia (ou seja, falha secundária).
A administração a curto prazo da repaglinida pode ser suficiente durante períodos de
perda transitória do controle em pacientes com diabetes tipo 2, que normalmente são
bem controlados com dieta.
As doses são tomadas geralmente 15 minutos antes da refeição, mas o tempo pode variar
de imediatamente ou até 30 minutos antes da refeição (ou seja, período pré-prandial de
2, 3 ou 4 refeições por dia). Os pacientes que omitirem uma refeição (ou adicionarem uma
refeição) devem ser instruídos a omitir (ou adicionar) uma dose para aquela refeição.

Dose inicial:
A dose deve ser determinada pelo médico, de acordo com a resposta da glicose sanguínea
do paciente. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg por refeição em pacientes que nunca
foram tratados com hipoglicemiantes. Deve-se respeitar um intervalo de
aproximadamente uma a duas semanas entre as etapas de titulação (conforme
determinado pela resposta da glicemia). No caso de pacientes submetidos anteriormente a
tratamento com outro hipoglicemiante oral, recomenda-se uma dose inicial de 1 mg por
refeição.
Manutenção:
A dose única máxima recomendada é de 4 mg, administrada com as refeições. A dose
diária máxima total não deve exceder 16 mg.
Pacientes submetidos anteriormente a tratamento com outros hipoglicemiantes orais:
Os pacientes podem ser transferidos diretamente de outros hipoglicemiantes orais para
repaglinida. Entretanto, não existe relação exata de dose entre a repaglinida e outros
hipoglicemiantes orais.
A dose inicial máxima recomendada para os pacientes transferidos para o tratamento com
repaglinida é de 1 mg, administrada antes das refeições.
Terapia combinada:
A repaglinida pode ser administrada em combinação com metformina, quando a glicemia
não for suficientemente controlada com metformina ou repaglinida isoladamente. A dose
inicial de repaglinida é a mesma que a da monoterapia. A dose de cada medicamento
deve ser ajustada de acordo com a resposta da glicemia.

7. Advertências e Precauções
O uso concomitante de genfibrozila e de repaglinida deve ser evitado.
Entretanto, se a combinação for considerada necessária, os níveis de glicose no sangue
devem ser cuidadosamente controlados, uma vez que pode ser necessária a diminuição na
dose de repaglinida.
A repaglinida deve ser prescrita se não ocorrer o controle da glicemia e se os sintomas de
diabetes persistirem apesar da dieta e exercícios físicos.
A repaglinida, assim como outros secretagogos de insulina, é capaz de causar
hipoglicemia. O tratamento combinado está associado a um aumento do risco de
hipoglicemia.
Pode ocorrer perda do controle glicêmico quando um paciente estabilizado pelo uso de
qualquer hipoglicemiante oral é exposto a estresse, tal como febre, trauma, infecção ou
cirurgia. Nestes casos, poderá ser necessário descontinuar a repaglinida e tratar com
insulina temporariamente.
O efeito redutor da glicose sanguínea dos hipoglicemiantes orais diminui em muitos
pacientes ao longo do tempo. Isto pode ser devido à progressão da gravidade do diabetes
ou à diminuição da resposta ao produto. O fenômeno é conhecido como falha secundária,
que se diferencia da falha primária, na qual o fármaco não é eficaz num determinado
paciente na primeira administração.
Ajuste de dose e adesão à dieta e aos exercícios devem ser avaliados antes de classificar
a reposta de um paciente como uma falha secundária.
Em pacientes debilitados ou desnutridos as doses de início e de manutenção devem ser
bem estabelecidas e uma titulação cuidadosa da dose é necessária para evitar reações
hipoglicêmicas.
Grupos específicos de pacientes:
Insuficiência hepática: Os pacientes com a função hepática comprometida podem ficar
expostos a maiores concentrações de repaglinida e de seus metabólitos associados do que
os pacientes com a função hepática normal, que recebem doses usuais. Por isso, a
repaglinida deve ser usada com precaução em pacientes com comprometimento da função
hepática. Intervalos mais longos entre os ajustes de dose devem ser utilizados para
permitir a avaliação completa da resposta. (Ver “Propriedades farmacocinéticas”).
Insuficiência renal: Embora exista apenas pequena correlação entre o nível de repaglinida
e o clearance de creatinina, a depuração plasmática total dos produtos é diminuída nos
pacientes com disfunção renal grave.
Como a sensibilidade à insulina está aumentada em pacientes portadores de diabetes com
insuficiência renal, é aconselhável ter cautela na titulação de dose destes pacientes. (Ver
“Propriedades farmacocinéticas”).
Efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e operar máquinas:
A capacidade de concentração e de reação do paciente pode ficar prejudicada como
resultado da hipoglicemia. Este fato pode constituir um risco em situações nas quais estas
capacidades são de especial importância (por exemplo, dirigir um automóvel ou operar
máquinas).
Os pacientes devem ser aconselhados a tomar precauções para evitar a hipoglicemia
durante a condução. Isto é especialmente importante para aqueles pacientes que têm
pouca ou nenhuma percepção dos sinais de alerta de hipoglicemia ou que têm episódios
freqüentes de hipoglicemia. A conveniência de dirigir nestas circunstâncias deve ser
considerada.
Gravidez e Lactação:
Não existem estudos da repaglinida em grávidas ou lactantes.
Portanto, a segurança da repaglinida em gestantes não pode ser avaliada.
A repaglinida não foi teratogênica em estudos em animais. O desenvolvimento de membro
anormal não-teratogênico em fetos e filhotes recém-nascidos foi observado em ratos
expostos a doses elevadas no último estágio da gravidez e durante o período da lactação.
A repaglinida foi detectada no leite de animais de experimentação.

NovoNorm não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam planejando
engravidar.

8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Nenhum estudo clínico específico foi realizado em pacientes com menos de 18 anos ou
com mais de 75 anos de idade. O uso de NovoNorm não é recomendado nestes pacientes.
(Ver também Grupos específicos de pacientes em “Advertências e Precauções”).
9. Interações medicamentosas
Sabe-se que vários fármacos influenciam o metabolismo da glicose/repaglinida, portanto
possíveis interações devem ser consideradas pelo médico.
Dados in vitro indicam que a repaglinida é metabolizada predominantemente pelo CYP2C8
e CYP3A4. Dados clínicos de voluntários sadios confirmam o CYP2C8 como sendo a enzima
mais importante envolvida no metabolismo da repaglinida, apenas com efeito limitado de
fortes inibidores do CYP3A4, mas a contribuição relativa pode ser aumentada se o CYP2C8
é inibido. Conseqüentemente, o metabolismo e o clearance da repaglinida, podem ser
alterados por fármacos que influenciam estas enzimas do citocromo P-450 através da
inibição ou indução. Deve-se tomar cuidado especial quando ambos inibidores do CYP2C8
e CYP3A4 são administrados simultaneamente com a repaglinida.
Um estudo de interação medicamentosa em voluntários sadios demonstrou que a co-administração de genfibrozila (600 mg duas vezes ao dia), um inibidor do CYP2C8, e repaglinida (uma dose única de 0,25 mg) aumentou 8,1 vezes a AUC da repaglinida e 2,4 vezes a Cmax e prolongou a meia-vida de eliminação (t½) de 1,3 para 3,7 horas, resultando possivelmente em um maior e mais prolongado efeito redutor da glicemia pela repaglinida. O uso concomitante de genfibrozila e repaglinida deve, portanto, ser evitado. Se a combinação for considerada necessária, a glicemia deve ser cuidadosamente monitorada e a dose de repaglinida reduzida, se necessário. A co-administração de itraconazol, um inibidor do CYP3A4, com genfibrozila e repaglinida, no mesmo estudo, resultou em um efeito ainda mais pronunciado; a AUC da repaglinida aumentou 19,4 vezes e a t½ aumentou de 1,3 para 6,1 horas. A co-administração de trimetoprima (160 mg duas vezes ao dia), um fraco inibidor do CYP2C8, e repaglinida (uma dose única de 0,25 mg) resultou em pequenos aumentos na AUC da repaglinida, Cmax e t½ (1,6 vezes, 1,4 vezes e 1,2 vezes, respectivamente) sem efeitos estatisticamente significativos sobre os níveis de glicose no sangue. Esta ausência de efeito farmacodinâmico foi observada com uma dose subterapêutica de repaglinida. Uma vez que o perfil de segurança desta associação não foi estabelecido com doses superiores a 0,25 mg de repaglinida e 320 mg de trimetoprima, deve-se ter cautela no uso concomitante. Se o uso concomitante for necessário, um controle cuidadoso da glicemia e uma monitoração clínica rigorosa deverão ser realizados. A rifampicina, um potente indutor do CYP3A4, mas também do CYP2C8, atua tanto como um indutor quanto como um inibidor do metabolismo da repaglinida. O pré-tratamento de sete dias com rifampicina (600 mg), seguido pela co-administração de repaglinida (uma dose única de 4 mg) no 7° dia, resultou numa AUC 50% menor (efeito de uma indução e inibição combinada). Quando repaglinida foi administrada 24 horas após a última dose de rifampicina, uma redução de 80% da AUC da repaglinida foi observada (efeito de indução apenas). O uso concomitante de rifampicina e repaglinida pode, portanto, induzir uma necessidade de ajuste de dose da repaglinida, que deve ser baseado em controles cuidadosos da glicemia, no início do tratamento com rifampicina (inibição aguda), após a administração (misto de inibição e indução), na interrupção (somente indução) e até aproximadamente uma semana após a descontinuação da rifampicina, quando o efeito indutor desta não está mais presente. A co-administração de claritromicina (250 mg duas vezes ao dia), um potente inibidor baseado no mecanismo do CYP3A4, com repaglinida (uma dose única de 0,25 mg) aumentou ligeiramente a exposição da repaglinida (a AUC aumentou 1,4 vezes e a Cmax 1,7 vezes) e o acréscimo médio da AUC de insulina sérica aumentou 1,5 vezes (e Cmax 1,6 vezes). O cetoconazol (200 mg ao dia), um potente inibidor do CYP3A4, mostrou um aumento limitado na exposição média da repaglinida (a AUC aumentou 1,2 vezes e a Cmax 1,6 vezes), com perfis de glicemia alterados em menos de 8%, quando administrados concomitantemente (uma dose única de 4 mg de repaglinida). A co-administração de cimetidina, nifedipina ou sinvastatina com repaglinida, todos substratos do CYP3A4, não alterou significativamente os parâmetros farmacocinéticos da repaglinida. Estudos de interação medicamentosa realizados em voluntários sadios demonstraram que a repaglinida não teve efeito clinicamente relevante nas propriedades farmacocinéticas da digoxina, teofilina ou varfarina. Desse modo, não é necessário o ajuste da dose de digoxina, teofilina ou varfarina na co-administração com repaglinida. Um estudo clínico farmacocinético em voluntários sadios demonstrou que a administração concomitante de contraceptivos orais (etinilestradiol/levonorgestrel) não alterou a biodisponibilidade total da repaglinida para um grau clinicamente relevante, embora os níveis de pico da repaglinida ocorressem mais cedo. A repaglinida não teve efeito clinicamente significativo sobre a biodisponibilidade do levonorgestrel, mas os efeitos
sobre a biodisponibilidade do etinilestradiol não podem ser excluídos.
As seguintes substâncias podem aumentar e/ou prolongar o efeito hipoglicemiante da
repaglinida: genfibrozila, claritromicina, cetoconazol, itraconazol, trimetoprima, outros
antidiabéticos, inibidores da monoamina oxidase (IMAO), agentes beta-bloqueadores não-
seletivos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), salicilatos,
antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs), octreotida, álcool e esteróides anabólicos.
As seguintes substâncias podem reduzir o efeito hipoglicemiante da repaglinida:
contraceptivos orais, rifampicina, barbitúricos e carbamazepina, tiazidas, corticosteróides,
danazol, hormônios da tireóide, octreotida e simpatomiméticos.
10. Reações adversas a medicamentos
Os efeitos indesejáveis mais freqüentemente observados são alterações do nível de
glicose no sangue, ou seja, hiperglicemia e hipoglicemia. A ocorrência de tais reações
depende, como para qualquer terapia de diabetes, de fatores individuais, tais como
hábitos alimentares, dose, exercícios físicos e estresse.
Doenças do sistema imune:
Alergia:
Reações de hipersensibilidade podem ocorrer como prurido, erupções cutâneas e urticária.
Reações de hipersensibilidade generalizada ou reações imunológicas, tais como vasculite
podem ocorrer muito raramente.

Distúrbios do metabolismo e da nutrição:
Hiperglicemia:
Os sintomas da hiperglicemia aparecem geralmente de forma gradual e podem incluir
náuseas, sonolência, aumento da micção, sede e perda de apetite.
Hipoglicemia:
Tal como ocorre com outros antidiabéticos, a hipoglicemia tem sido observada após a
administração da repaglinida.
Os sintomas podem incluir ansiedade, tonteira, sudorese, tremores, fome e dificuldade de
concentração. Estas reações são, na sua maioria, leves e podem ser tratadas através da
ingestão de carboidratos. Se forem graves e exigirem assistência médica, poderá ser
necessária a infusão de glicose. Interações com outros medicamentos podem aumentar o
risco de hipoglicemia (ver o item “Interações medicamentosas”).

Afecções oculares
Distúrbios visuais:
As alterações nos níveis de glicose sanguínea podem resultar em distúrbios visuais,
especialmente no início do tratamento com hipoglicemiantes. Estas alterações são
geralmente transitórias.
Distúrbios gastrointestinais
Queixas gastrointestinais tais como dor abdominal diarréia, náusea, vômito e constipação
foram relatadas em estudos clínicos. A freqüência e a gravidade desses sintomas não
diferiram daqueles observados com outros secretagogos orais de insulina.
Afecções hepatobiliares
Alterações da função hepática:
Em casos muito raros foi relatada disfunção hepática grave, entretanto, não foi
estabelecida uma relação causal com a repaglinida.
Exames
Enzimas hepáticas aumentadas:
Casos isolados de aumento das enzimas hepáticas foram relatados durante o tratamento
com a repaglinida. A maioria dos casos foram leves e transitórios e raros pacientes
interromperam o tratamento devido ao aumento das enzimas hepáticas.
11. Superdose
Em um estudo clínico com portadores de diabetes tipo 2, a repaglinida foi administrada
semanalmente em doses escalonadas de 4-20 mg em cada uma das quatro refeições diárias,
ao longo de 6 semanas. Poucos eventos adversos foram observados, exceto aqueles
associados ao efeito pretendido de redução da glicemia. Como a hipoglicemia neste estudo foi
evitada através da ingestão aumentada de calorias, uma superdose relativa pode resultar
num efeito redutor de glicose exagerado com desenvolvimento de sintomas hipoglicêmicos
(tonteira, sudorese, tremores, cefaléia, etc.) Se estes sintomas ocorrerem, medidas
adequadas devem ser tomadas para corrigir os baixos níveis de glicose sanguínea
(carboidratos orais).
Hipoglicemia mais grave com convulsão, perda de consciência ou coma deve ser tratada com
glicose intravenosa.

12. Armazenagem
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da umidade. Manter
o produto na embalagem original. Não use após o prazo de validade indicado na
embalagem.
Data de fabricação, validade e número de lote: vide embalagem.
IV. Dizeres legais
Registro M.S.:
1.1766.0015

Farmacêutico responsável:
Luciane M. H. Fernandes – CRF-PR 6002

Importado e distribuído por:
Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda.
Rua Prof. Francisco Ribeiro, 683
83707-660 - Araucária - Paraná
C.N.P.J.: 82.277.955/0001-55
Indústria Brasileira
Serviço de Atendimento ao Consumidor:
Disk Novo Nordisk: 0800 144488
Embalado por:
Catalent Germany Schorndorf GmbH, Schorndorf, Alemanha
Fabricado por:
Boehringer Ingelheim Pharma GmbH & Co. KG, Ingelheim am Rhein, Alemanha

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

NovoNorm
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2000/2011 Novo Nordisk A/S
(8-1765-68-004-2)

Bula NovoNorm 2011

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