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Anais miolo em ordem

RELATO DE CASO DE UM MIXOMA ATRIAL COM POSTERIOR SURGIMENTO DE
FÍSTULA CORONÁRIO-ATRIAL

Frederico Somaio Neto, Cássia de Jesus Silva, Janaina da Silva Domingues, Renata Pontes Pimenta Assis, Renata Silva Roerver Borges, Sérgio Pontes Prado, Ulisses Alves Somaio, Universidade Federal da Grande Dourados Introdução: Os mixomas são os tumores cardíacos primários benignos mais freqüentes.
Manifestam-se na tríade: obstrução do fluxo sangüíneo; fenômenos embólicos e o
aspecto constitucional. Fístulas são passagens tubiformes anormais, podendo ser
decorrentes de uma oclusão incompleta congênita ou resultante de abscessos, lesões ou
processos infecciosos.
Métodos / Resultados: Paciente, M. H. G., masculino, 67 anos e natural do Líbano.
Nega tabagismo, etilismo, patologias anteriores e relata irmão infartado. Refere dor
precordial contínua de longa duração em queimação que piora c/ respiração, s/
irradiação, s/ relação c/ esforços e s/ uso de medicamentos. Em BEG, eupnéico, afebril,
corado e hidratado. Ritmo cardíaco regular s/ sopros. MV presente, ausência de ruídos
adventícios, abdome flácido s/ visceromegalia palpável. MM c/ pulsos presentes e
simétricos s/ edema. ECG, RX de tórax, exames de sangue normais. Ecocardiograma c/
presença de tumor de AE. Ao estudo hemodinâmico em 02/1997: estenose na a.
descendente anterior: 70%, 60% no primeiro ramo diagonal, massa no interior do AE e VE
c/ discreta disfunção. Em 03/1997 foi feita ponte de safena e ressecção do mixoma atrial.
Em 12/1999 apresentou insuf. coronariana submetendo-se a estudo hemodinâmico:
estenose de 70% no primeiro ramo marginal da coronária esq; submetido à angioplastia e
implante de “Stent” no ramo marginal da a. circunflexa. Mais tarde apresentou dispnéia e
cansaço aos esforços c/ pouca resposta à terapêutica. Em 08/2005 submeteu-se à
avaliação hemodinâmica: presença de fístula coronariana de alto débito da a. coronária
direita para AD e aumento da pressão sist aórtica. Para correção da fístula optou-se pelo
fechamento por dentro da câmara cardíaca. Em 12/2006 apresentou quadro de síncope
devido a BAVT com implante de marcapasso definitivo.
Objetivo:Mostrar um relato de caso de paciente com presença de mixoma no AE e
posterior surgimento de fístula coronário-atrial constituindo uma seqüência de doenças
incomuns.
Conclusão:Apesar de autores preconizarem cirurgia cardíaca logo após o diagnóstico
do tumor, a coronariografia é imprescindível. O paciente apresentava fístula entre a.
coronária direita e AD consistindo um achado incomum, não apresentava fatores de risco
além do familiar e sua história não sugestionava tumoração atrial ou insuf coronariana,
constituindo raridade.
Esse quadro clínico demonstra desde seu início, o quanto a tecnologia pode nos auxiliar
no diagnóstico e tratamento de várias patologias desde que o exame clínico seja preciso.
Frederico Somaio Neto fredericosomaio@gmail.comRua João Vicente Ferreira nº1789, Bairro Vila Tonani, DouradosMato Grosso do Sul, CEP: 79825-090 A IMPORTÂNCIA DA ACURÁCIA DO EXAME CLÍNICO NO DIAGNÓSTICO DE
AMILOIDOSE CARDÍACA.

Frederico Somaio Neto, Cássia de Jesus Silva, Janaina da Silva Domingues, Renata Pontes Pimenta Assis, Renata Silva Roerver Borges, Sérgio Pontes Prado, Ulisses Alves Somaio, Universidade Federal da Grande Dourados Introdução ; a amiloidose é uma doença rara causada pelo depósito patológico de
substância amilóide no meio extracelular. A doença tem amplo espectro de manifestações
clínicas, desde pacientes assintomáticos, com depósito localizado, até formas sistêmicas
com envolvimento generalizado e falência de múltiplos órgãos.
Método / Resultados
Paciente P. S. V. B., masculino, 58 anos, brasileiro, natural de Dourados, MS, com história
de dispnéia, cansaço e edema de MMII. Os sintomas com início em 11/2006 evoluíram
rapidamente levando-o a procurar um serviço de cardiologia que realizou ecocardiografia
e estudo hemodinâmico. Ao cateterismo: freq: 68 cpm, vol dias. final VE: 115ml/ m², vol sist
final VE: 69 ml/m², vol sist VE: 46 ml/m², fração de ejeção: 40%, encurtamento apical VE:
11% e encurtamento ântero-inferior: 18%. Conclusão: VE hipertrófico com moderada
disfunção sist e diast; insuf mitral discreta; coronárias s/ lesões obstrutivas significativas e
dominância coronariana direita. Após internação em UTI durante 6 dias em 01/2007,
instituiu-se tratamento para compensação do quadro de ICC, com discreta melhora. Teve
alta com: captopril, digoxina, aldactone, lasix e caverdilol. Evoluiu com piora progressiva,
apresentando dispnéia de repouso, anasarca e intolerância alimentar quando se
apresentou nesta instituição em 06/2007. Ao exame clínico: ICC de grau IV (NYHA); ECG
com ritmo sinusal e bloqueio do ramo direito, alterações difusas da repolarização
ventricular com baixa voltagem e sobrecarga VE. O ecocardiograma com fração de
ejeção: 45%, massa VE: 433g, vol sist: 39 ml e relação vol/massa: 0,18ml/g; hipocinesia
difusa e miocárdio com aspecto infiltrativo e refringente, característico de amiloidose.
Encaminhado para biópsia do miocárdio, confirmou-se diagnóstico de amiloidose
cardíaca.
Objetivo: O objetivo desta publicação é o relato de caso de um paciente com amiloidose
cardíaca diagnosticada em vida, além de chamar a atenção para a importância do exame
clínico no diagnóstico de doenças raras, apesar de toda a tecnologia atual.
Conclusão: O clínico deve suspeitar de amiloidose cardíaca quando ICC piora ao
tratamento convencional em pacientes acima de 50 anos. A terapêutica é apenas
sintomática, devendo-se evitar digitálicos, â-bloqueadores e antagonistas do cálcio, pois
alguns estudos têm demonstrado aumento da sensibilidade a tais medicamentos.
Apesar de a amiloidose cardíaca ser uma doença rara e de difícil diagnóstico, a atenção
com a propedêutica pode contribuir quase totalmente com o diagnóstico definitivo.
Frederico Somaio Neto, fredericosomaio@gmail.com, Rua João Vicente Ferreira nº1789, Bairro Vila Tonani, Dourados,MS CEP: 79825-090.
A PELE DO IDOSO: ANÁLISE DOS HÁBITOS DE EXPOSIÇÃO E PROTEÇÃO
SOLAR. TRÊS LAGOAS-MS

Daiane Gonçalves Ferreira ; Naiara Maia Morais Sônia Regina Jurado . 1Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Departamento de Enfermagem e Biotecnologia Aplicada à Saúde (DEB), Três Lagoas, MS.
Introdução: A pele é uma barreira protetora impermeável que impede a perda de
líquidos e a penetração de substância e microorganismos, protegendo também o
organismo das radiações ultravioletas do sol. Na terceira idade todas estas funções da
pele decaem tornando-a mais frágil e sujeita às agressões do meio ambiente,
especialmente no que se diz respeito aos raios solares. A exposição continuada e
intensa ao sol acelera o processo de envelhecimento da pele podendo produzir
queimaduras e desenvolver câncer de pele. Um fator importante que interfere nesse
processo é o tempo de exposição à luz solar, que por outro lado, é fundamental para a
produção de vitamina D pela pele, o que leva à necessidade de exposição regular ao sol,
que evidentemente deve ser moderada.
Objetivo: O presente estudo visa analisar os hábitos de proteção e de exposição solar
bem como a incidência de câncer de pele em indivíduos com mais de 60 anos.
Metodologia: A amostra foi composta por 100 idosos com idade igual ou superior a 60
anos, de ambos os sexos. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista nos
domicílios dos idosos e em reuniões de grupos de Terceira Idade durante os meses de
Agosto e Setembro de 2008.
Resultados: Do total de entrevistados, 66% eram do sexo feminino e 34% do sexo
masculino. O tipo de pele predominante foi pele clara (25%) e pele morena, encontrada
em 22% dos idosos. Quando questionados se já tiveram câncer de pele, apenas 15%
responderam que sim. Um total de 37% dos idosos possui pintas, destas, 9% sofreram
alterações em sua forma, tamanho e/ou aparência. Dos entrevistados, 42% têm o hábito
de se expor ao sol, e 68% possuíam profissões nas quais se expunham aos raios
solares. A proteção contra RUV é feita por 76% dos entrevistados, e os meios de
proteção mais utilizados são chapéu/boné com 40% e guarda-sol, 25%. A exposição
solar sem proteção foi referida por 34% dos idosos. Dos entrevistados, 75% relataram
que vão a consultas dermatológicas freqüentemente, 69% não têm conhecimento sobre
o que são os RUV e os fatores de risco associados ao câncer de pele e apenas 8 %
conhecem e realizam o auto-exame de pele.
Conclusão: Diante deste cenário fica clara a necessidade de continuidade em
investimentos no desenvolvimento de ações que visem à conscientização dos indivíduos
para a prevenção à exposição solar, a promoção de saúde na detecção precoce e na
assistência aos pacientes.
Daiane Gonçalves Ferreira; E-mail: daianegonfer@yahoo.com.br; Rua Zuleide Peres Tabox, 068, Lapa, CEP: 79610-000, Três Lagoas - MS.
ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS DURANTE O TRATAMENTO COM
ANTIMONIATO DE METILMEGLUMNA EM CRIANÇAS

Lourdes Zélia Zanoni, Yvone Maia Brustoloni, Petr Melnikov.
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul- Hospital Universitário O antimoniato de metilmeglumina (AM) é utilizado para o tratamento de leishmaniose há mais de sessenta anos. No homem o antimônio é moderadamente cardiotóxico e está associado com hipotensão, síncope e ocasionalmente até morte súbita. Dentre as alterações eletrocardiográficas detectadas a partir da primeira semana de tratamento estão: prolongamento do intervalo QTc, taquicardia ventricular, achatamento da onda T e desnivelamento do segmento ST e raramente bradicardia e extrassistolia. No total, a soma das alterações nos paciente em uso de antimoniatos chega a 52%. No entanto, as alterações no eletrocardiograma (ECG) nas crianças durante o tratamento da leishmaniose com AM são praticamente desconhecidas. O objetivo do presente estudo foi avaliar as alterações eletrocardiográficas para essa população. Foram analisados 279 ECG de 71 crianças portadoras de leishmaniose visceral em tratamento com 20 mg/kg/dia de AM. As principais alterações cardíacas observadas foram: achatamento da onda T (9,9%), prolongamento do intervalo QTc (12,6%), sobrecarga ventricular esquerda (9,9%) e supra desnivelamento do segmento ST (0,3%), totalizando 32,3%. Comparando com os dados do adulto, observa-se que as crianças apresentaram em torno de 20% a menos achados patológicos, sendo o mais significativo o prolongamento do intervalo QTc. Nos pacientes acompanhados neste estudo, as alterações eletrocardiográficas ocorreram principalmente a partir da terceira semana do inicio do tratamento, como no adulto. Ao mesmo tempo não foi observado nenhum tipo de arritmia cardíaca. As mais prováveis razões da diferenças seriam devidas aos processos moleculares, celulares e fisiológicos particulares. Esses determinam o desempenho miocárdico dinâmico e sofrem mudanças durante o desenvolvimento da criança até a idade adulta. No que diz respeito ao controle, o acompanhamento semanal do traçado eletrocardiográfico é recomendado para os pacientes portadores de leishmaniose em tratamento com AM. Lourdes Zélia Zanonilzzanoni@terra.com.br Rua Alexandre 378, Giocondo Orsi, Campo Grande, MS-79-022080 ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL EM HIPERTENSÃO ARTERIAL.
Letícia de Faria Bandeira; Fabiani Honorato de Barros Lourenço; Leandro Paes de Brito; Marillin Castro Cunha; Maria Tereza Ferreira Duenhas Monreal; Roberta Christine Frete Miranda; Teófilo Fernando Mazon Cardoso; Vinícius Zanin Martins; Vivian Maria Marques. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma síndrome de origem
multifatorial caracterizada por níveis pressóricos elevados, sendo o seu controle
indiscutível devido a sua importância como fator de risco na morbimortalidade em
doenças cardiovasculares. Aliado a estes fatores a não adesão do paciente ao tratamento
por desconhecimento crônico da HAS, incompreensão do papel das mudanças do estilo
de vida, custo e longa duração do tratamento influenciam o resultado pretendido. O
acompanhamento domiciliar, o entendimento sobre a medicação e suas reações
adversas, contagem dos medicamentos na visita ou no retorno da consulta, regressão
e/ou estabilização da patologia, são ainda os melhores índices de avaliação da adesão.
OBJETIVO: Avaliar a influência da atenção multiprofissional sobre os níveis pressóricos
de pacientes hipertensos atendidos em Unidade Básica de Saúde de Campo Grande-MS.
METODOLOGIA: Participaram do estudo 64 pacientes, distribuídos em 2 grupos. O grupo
1 (ação) recebeu visitas semanais por 5 semanas consecutivas, onde foi aferida a pressão
arterial e realizadas orientações acerca do tratamento. O grupo 2 (controle) recebeu
orientações na pós-consulta com aferição da pressão arterial e uma segunda visita, após
5 semanas do contato inicial. Todos deveriam estar cadastrados no programa daquela
UBS e consentir em participar do estudo.
RESULTADOS: Foi observado que o Grupo 1 (25 mulheres e 5 homens), 11,7% eram
tabagistas, 26,7% não eram alfabetizados, 86,7% faziam uso de politerapia; o grupo 2 (27
mulheres e 7 homens), 2,9% eram tabagistas, 38,23% analfabetos, 70,6% utilizavam
politerapia. Em relação aos níveis pressóricos, utilizou-se o método t-student. Encontrou-
se melhora significativa (p-valor = 0,028) na pressão sistólica dos pacientes que obtiveram
acompanhamento farmacoterapêutico em relação aos pacientes do grupo controle. Em
relação à pressão diastólica não foi observado diferença significativa (p-valor = 0,373).
CONCLUSÃO: Nesta avaliação preliminar, pode-se concluir que a abordagem
multiprofissional apresenta influência positiva na adesão ao tratamento e
conseqüentemente na redução dos níveis pressóricos. Porém, sugere-se acompanhar
por um período maior os pacientes a fim de verificar o comportamento da pressão
diastólica.
Letícia de Faria Bandeira, leticia.bandeira@gmail.comRua: Camburiú, nº 262. Vila: Sobrinho. CEP: 79110 160. Campo Grande-MS.
ALTERAÇÕES GLICÊMICAS EM DIABÉTICOS TIPO 1 APÓS EXERCÍCIOS
RESISTIDOS COM 65% DA 1RM

Brunno Elias Ferreira, Paulo Henrique Azuaga Braga. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus é uma doença crônico-degenerativa com recorrentes
casos de hiperglicemia. O Diabetes Mellitus tipo 1 é associado a destruição auto-imune
das células beta pancreáticas produtoras da insulina, responsável pelo controle da
glicemia em níveis normais. Estudos mostram que o exercício físico pode diminuir a
concentração de glicose circulante, mas sobre os exercícios resistidos nos diabéticos tipo
1 são poucos sobre os benefícios da atividade. OBJETIVO: Analisar as alterações
glicêmicas em diabéticos tipo 1 após uma sessão completa de exercício resistidos.
METODOLOGIA: Sessão - A sessão de coleta foi precedida por seis sessões para
adaptação aos exercícios e ao local do estudo. Os exercícios utilizados foram puxada alta,
cadeira extensora, supino reto guiado, leg press, mesa flexora, rosca bíceps direta, flexão
plantar em pé e tríceps na polia alta. Foi adotado o método direto, com três séries para
cada exercício e 10-12 repetições. A carga foi de 65% da 1RM, com protocolo de Bompa
(2001) realizado na última sessão de adaptação. Participantes Seis diabéticos tipo 1
(38,7±2,3 anos, IMC 24,2±1,5 kg/m , hemoglobina glicosilada 9±0,7% e 17,2±2,3 anos de
diagnóstico de diabetes) moderadamente ativos (NAHAS, 2001). Foram obtidas
liberações dos médicos para ingresso dos pacientes no estudo e também para a não
utilização da dose insulínica daquele dia. Coletas Pela manhã em jejum. Foram
administradas 70 gramas de carboidratos com índice glicêmico de 75 e depois realizado
repouso por 40 minutos e iniciada a sessão. Foram três coletas (Tabela 1), sendo: jejum;
glicemia após administração de carboidratos (GLIC1); e glicemia após os exercícios
(GLIC2). As glicemias foram analisadas pelo glicosímetro digital MediSense Optium com
fita MediSense Blood Glucose Sensor Electrode (Abbott Laboratories, UK). Estatística -
Média e desvio-padrão e teste t de student para amostras dependentes. RESULTADOS:
A GLIC2 apresentou queda de 22,2± 3% comparada a GLIC1, com p = 0,001 ( = 0,05).
CONCLUSÃO: Existe queda aguda da glicemia após uma sessão de exercícios resistidos
com 65% da 1RM.
Tabela1: Valores obtidos nas coletas de glicemia em jejum, após a administração de carboidratos (GLIC1) e após os exercícios (GLIC2) em miligramas por decilitro (mg/dl) e o percentual de redução das médias da GLIC1 para a GLIC2.
*p = 0,001 ( = 0,05) Área: xxxBrunno Elias Ferreira - bruelifer@hotmail.comAv. Zacarias de Paula Nantes, 347, Cj. União, CEP 79091-736, Campo Grande-MS ANÁLISE DO PROGRAMA DE CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL NA
UBSF MARIA APARECIDA PEDROSSIAN

Beigle Zarelli; Carla Nunes; Ana Carolina Falcão; Daiana Pess; Danielle Scarpin; Lucas Moura; Nathália Vieira; Thaline Neves; Fernando Bernardo; Wilson Ayach Introdução: Já está bem demonstrada a importância do tema Hipertensão Arterial
Sistêmica e sua abordagem no contexto da saúde publica, de modo que torna-se
necessária a construção de dados a nível de atenção primária e sob a percepção do
paciente.
Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes, avaliar o Programa para Controle da
Hipertensão Arterial Sistêmica (PCHA) quanto as suas diretrizes, além de analisar a
aderência do público-alvo ao PCHA correlacionando com controle da PA dos pacientes
hipertensos inscritos UBSF MAPE.
Métodos: O presente estudo caracteriza-se como sendo observacional e transversal,
realizado na área adscrita da UBSF MAPE, em Campo Grande/MS. A população de
estudo foi definida como indivíduos com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica
cadastrados no PCHA. A amostra final é composta por 117 pessoas (89 mulheres e 28
homens, média de idade 65 anos, ± 11,7 anos), os quais após adesão voluntária, foram
submetidos a um questionário/anamnese.
Resultados: O grupo estudado é composto, em sua maioria por mulheres (76,1%),
com estado civil divorciado/viúvo (47,9%), escolaridade ensino fundamental incompleto
(42,7%), etnia branca (66,7%) e renda mensal de um a três salários mínimos (60,7%).
No que se refere ao atendimento oferecido pelo serviço público de saúde 83,8%
referem estar satisfeitos com as consultas; 40,1% referiram dificuldade para acesso ao
especialista e 91,4%, estão satisfeitos com o acesso aos medicamentos. Entretanto,
constatou-se em análise uni variada de uma classificação proposta pelos autores
(considerando o nível de pressão arterial, índice de massa corporal, relação cintura-
quadril, tabagismo e sedentarismo) que 53% foi considerado como não controlado, com
níveis pressóricos superiores a 130X90 mmHg.
Conclusão: Analisou-se que há boa aderência ao programa do hipertenso, e que
grande parcela se mostra satisfeita com as consultas, bem como acesso aos
medicamentos. Entretanto, 57,6% dos pacientes estão como não controlados,
mostrando um parodoxo entre tratamento e sua efetividade.
Beigle Jhanie ZarelliR. Quintino Bocaiúva, 1086Jd Paulista 79050-112Bjhanie@hotmail.com APLICAÇÃO DA ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA DE YESAVAGE EM
MULHERES IDOSAS ASSISTIDAS NO AMBULATÓRIO DO HOSPITAL SÃO
JULIÃO, CAMPO GRANDE, MS.

Angela Hermínia Sichinel; Camila Sichinel Silva da Cunha Souza; Inês Perez Mello; Rosa Elena de Souza Oliveira Rezende.
Hospital São Julião
Introdução: A depressão é o problema de saúde mental mais comum na terceira idade,
tendo impacto negativo em todos os aspectos da vida, sendo assim de grande relevância
para a saúde pública.
Objetivo: O presente estudo avaliou, no ano de 2007, as condições emocionais, quanto
a presença ou não de depressão, de 45 (n=45) mulheres idosas assistidas no
ambulatório do Hospital São Julião, Campo Grande, MS, e participantes do Projeto AMI
Avaliação Multidisciplinar do idoso.
Método: Esta pesquisa se trata de um estudo descritivo, de corte transversal, orientado
pelo método quantitativo em pesquisa. Para a análise estatística, utilizamos o programa
Epiinfo versão 3.4.3, bem como fórmulas matemáticas. Para o rastreamento de sintomas
depressivos, utilizou-se a Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage, com 15 itens
(EDG-15).
Resultados: A idade das participantes variou de 60 a 100 anos (mediana = 71 anos).
Entre as 45 mulheres idosas avaliadas, 12 participantes (26,7%), com mediana de idade
de 70 anos, apresentaram depressão.
Conclusões: A análise do instrumento utilizado nas avaliações aponta que as mulheres
idosas, participantes da pesquisa, apresentaram baixos índices de possíveis
comprometimentos emocionais (presença de depressão), o que demonstra que a
maioria encontra-se em um bom estado de saúde, no que se refere às condições
emocionais. O instrumento utilizado nesta pesquisa demonstrou eficácia quanto ao
rastreamento de possíveis comprometimentos emocionais da população idosa.
Autor: Angela Hermínia Sichinel. Email: angelahs@terra.com.br. Endereço: Rua Arthur Jorge, 1096 S/22, 2º andar - Centro - Campo Grande,MS - CEP 79002450. Campo Grande, MS.
DOENÇA CARDÍACA E RENAL HIPERTENSIVA EM PACIENTES ADMITIDOS NO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MARIA APARECIDA PEDROSSIAN HU/UFMS

Flavio Gonçalves Faria; Alfredo Toshio Raasch Takamoto; Ariane Maia Silva; Flaubert Ribeiro da Siva Santos; Ricardo Hatakeyama; Lilian Queiroz de Paula; Synara Souza Braga; Rosana Leite Melo UFMS Introdução: Nas últimas décadas tem-se notado aumento na prevalência da cardiopatia
hipertensiva como causa de doença do rim em estágio final. Tal associação mantém uma
relação de causa e efeito, sendo sinérgicas em relação ao risco cardiorrenal. Doenças
renais, que levam à isquemia do órgão, podem causar hipertensão por ativação do
sistema renina-angiotensina e correspondem de 0,5 a 5,0 por cento de todos os casos de
HAS. Atinge mais freqüentemente o sexo feminino e pacientes com menos de 20 anos ou
mais de 50.
Objetivos: Estudar a prevalência da associação entre doença cardíaca e renal, bem como
suas possíveis complicações no HU/UFMS.
Metodos: Revisão literária sobre o tema e dados colhidos de pacientes diagnosticados
com doença cardíaca e renal no período de janeiro de 2007 até agosto de 2008.
Resultados: No período referido, foram atendidos 44 pacientes no HU/UFMS com história
de doença cardíaca e renal simultâneas. Destes, 3 pacientes apresentavam
concomitantemente insuficiência cardíaca e 5 insuficiência renal, o que representa 6,81 e
11,36 por cento, respectivamente. Foi observada também a presença de ambas as
patologias (insuficiência cardíaca e renal) em 1 paciente, 2,27 por cento. No que tange a
faixa etária, observou-se predomínio dos pacientes com mais de 50 anos - 27 pacientes -
61,36 por cento, em comparação com 5 pacientes situados entre 30 a 39 anos e o mesmo
número na faixa etária que abrange 40 a 49 anos, 11,36 por cento em ambas. O sexo
predominante foi o feminino 26 casos, 59,09 por cento em comparação com o masculino:
18 casos.
Conclusão: A literatura aponta a insuficiência cardíaca como mais prevalente do que a
renal, sendo destoante do nosso estudo. Na dependência do grau de oclusão da artéria
renal, o índice de insuficiência de tal órgão pode chegar a 21 por cento, maior do que o
achado no presente estudo 11,36 por cento. No que diz respeito a sexo e idade, os
achados estão de acordo com a literatura: maior prevalência em mulheres com mais de 50
anos.
Flavio Gonçalves Fariaflaviogfaria@hotmail.comRua Trindade 581, apto 03, Bl B, Vila Progresso, Campo Grande Mato Grosso do Sul DOENÇA REUMÁTICA DA VALVA TRICÚSPIDE NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
MARIA APARECIDA PEDROSSIAN HU/UFMS

Ariane Maia Silva; Alfredo Toshio Raasch Takamoto; Flaubert Ribeiro da Silva Santos;
Flavio Gonçalves Faria; Ricardo Hatakeyama; Lilian Queiroz de Paula; Synara Souza
Braga; Rosana Leite Melo HU/UFMS
Introdução: A febre reumática - complicação tardia, inflamatória e de base imunológica -
atinge freqüentemente indivíduos de 5 a 15 anos de idade, após infecções repetidas de
faringoamigdalites pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A. Resulta em doença
cardiovascular, acometendo, por ordem decrescente, as valvas: mitral, aórtica,
tricúspide, e excepcionalmente a pulmonar. No tocante à terceira, seu acometimento é
maior no sexo feminino, sendo a estenose quase sempre de origem reumática. A esta
patologia também se atribui cerca de 15 por cento dos casos insuficiência da valva
tricúspide.
Objetivo: Descrever a prevalência de pacientes diagnosticados com doença reumática
da valva tricúspide, segundo sexo, idade e presença de estenose ou insuficiência da
mesma.
Método: Revisão da literatura sobre a temática abordada e dados colhidos junto ao
arquivo do HU/UFMS referentes ao período de janeiro de 2006 até julho de 2008.
Resultados: No referido período, foram diagnosticados 10 pacientes com Doença
Reumática da valva tricúspide. Desses, a maior prevalência foi do sexo feminino, com 60
por cento dos casos, sobre o sexo masculino 40 por cento, o que está de acordo com o
achado na literatura. No tocante à idade, percebeu-se predomínio da faixa etária que se
estende dos 40 aos 49 anos, com 40 por cento dos casos. Tal achado entra em
controvérsia com o evidenciado nos trabalhos analisados, os quais mostraram maior
prevalência em indivíduos entre 5 e 15 anos. Houve um caso de estenose e um de
insuficiência valvar, sendo ambos em mulheres, o que reforça os estudos até então
publicados.
Conclusões: A valvulopatia tricúspide mostrou-se com prevalência semelhante à
encontrada na literatura no tocante ao sexo, mas destoa da mesma quanto à idade, o que
deve alertar quanto ao diagnóstico da patologia em questão. A estenose e insuficiência
valvar estão dentro do percentual esperado.
Flavio Gonçalves Fariaflaviogfaria@hotmail.comRua Trindade 581, apto 03, Bl B, Vila Progresso, Campo Grande Mato Grosso do Sul ESTUDO DO PERFIL DOS PACIENTES HIPERTENSOS NA UBSF MARIA
APARECIDA PEDROSSIAN

Beigle Zarelli; Carla Nunes; Ana Carolina Falcão; Daiana Pess; Danielle Scarpin; Lucas Moura; Nathália Vieira; Thaline Neves; Fernando Bernardo; Wilson Ayach Introdução: Já está bem demonstrada a importância do tema Hipertensão Arterial
Sistêmica, de modo que torna-se necessária a construção de dados epidemiológicos a
nível de atenção primária.
Objetivo: Descrever os fatores de risco para complicações cardiovasculares presentes
na população de pacientes hipertensos inscritos no PCHA da UBSF MAPE.
Material e Métodos: O presente estudo caracteriza-se como sendo observacional e
transversal, realizado na área adscrita da UBSF MAPE, em Campo Grande/MS. A
população de estudo foi definida como indivíduos com diagnóstico de HAS cadastrados
no PCHA. A amostra final é composta por 117 pessoas (89 mulheres e 28 homens,
média de idade 65 anos, ± 11,7 anos), os quais foram submetidos a um
questionário/anamnese e exame físico especial.
Resultados: O grupo estudado é composto, em sua maioria por mulheres (76,1%),
etnia branca (66,7%) e renda mensal de um a três salários mínimos (60,7%). Os
fatores de risco relacionados foram tabagismo (20,5%), etilismo (41%), sedentarismo
(57,3%). A história familiar de HAS foi citada por 74,4%. Como antecedentes
patológicos diabete melito (28,2%), obesidade (23,1%), e dislipidemia (33,3%), sendo
cardiopatia (21,4%), AVC (4,3%) e insuficiência renal (5,1%). A avaliação do nível de
estresse (escala de Lipp modificada) demonstrou que os sujeitos apresentam de baixo
(30%) a moderado (49,2%) nível de estresse. Dos sujeitos da pesquisa, 37,6%
possuem 4 ou mais fatores de risco associados, considerando idade maior que 60
anos, estresse alto, sedentarismo, antecedente de diabete melito, RCQ aumentada,
IMC maior que 25 e tabagismo.
Discussão: A literatura recente define e valoriza a relevância dos fatores de risco
analisados no presente trabalho. Deste modo, o conflito com resultados
documentados, reflete uma realidade epidemiológica ampla.
Conclusão: Considerando o perfil dos pacientes estudados, conclui-se que existe a
necessidade de uma abordagem multiprofissional do indivíduo visando a eliminação
dos fatores de risco da HAS para as complicações cardiovasculares
Beigle ZarelliR. Quintino Bocaiúva, 1086Jd Paulista 79050-112Bjhanie@hotmail.com FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CORONARIANA ATEROSCLERÓTICA EM
PACIENTES COM LUPUS ATENDIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MARIA
APARECIDA PEDROSSIAN

Flavio Gonçalves Faria; Alfredo Toshio Raasch Takamoto; Flaubert Ribeiro da Silva Santos; Ricardo Hatakeyama; Lilian Queiroz de Paula; Synara Souza Braga; Rosana Leite Melo HU/UFMS Introdução: A patogênese da doença arterial coronariana aterosclerótica no lúpus
eritematoso sistêmico (LES) não está completamente estabelecida, porém fatores
relacionados ao lúpus e ao seu tratamento parecem se associar à presença de fatores de
risco tradicionais. Estes fatores, apesar de não serem os únicos responsáveis pelo
desenvolvimento da aterosclerose nesses pacientes, estão presentes em indivíduos
lúpicos com maior freqüência em relação à população geral e correlacionam-se à
presença de doença cardiovascular manifesta naquele grupo. Argumenta-se que o LES
seja considerado condição de alto risco para aterosclerose, à semelhança de pacientes
com diabetes mellitus. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um fator de risco
reconhecido para evento vascular aterosclerótico no lúpus. A prática do tabagismo
duplica o risco de coronariopatias e 30% delas são atribuídas ao número de cigarros
fumados.
Objetivo: Identificar a presença de alguns dos fatores de risco tradicionais para doença
arterial coronariana aterosclerótica em pacientes com lúpus e descrever a prevalência
destes fatores (HAS, diabetes e tabagismo) para o possível desenvolvimento daquela.
Metodologia: Análise dos prontuários de 77 pacientes com diagnóstico de LES com
comprometimento de outros órgãos e sistemas atendidos entre janeiro de 2003 e maio de
2008 no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian. Revisão literária foi utilizada
para fins de comparação e conclusão.
Resultados: Dos 77 prontuários analisados, 35 (45,45%) apresentaram pelo menos um
dos fatores de risco analisados, enquanto 12 (15,60%) tinham pelo menos dois. Não
foram encontrados pacientes com presença concomitante dos três fatores em questão.
HAS foi o fator de risco mais freqüente, ocorrendo em 44 casos (57,14%). Tabagismo foi
verificado em 9 casos (11,70%) e diabetes em apenas 6 pacientes (7,80%). Conclusão:
Houve concordância em relação à freqüência dos fatores de risco analisados quando
comparada a dados da literatura atual. A importância do reconhecimento de tais fatores
encontra-se na possibilidade de modificação e tratamento de alguns deles, a fim de
alcançar um melhor índice de sobrevida do paciente com LES.
Flavio Gonçalves Fariaflaviogfaria@hotmail.comRua Trindade 581, apto 03, Bl B, Vila Progresso, Campo Grande Mato Grosso do Sul FÍSTULA DA ARTÉRIA CIRCUNFLEXA PARA O SEIO CAROTÍDEO
ACOMPANHADA DE INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

Frederico Somaio Neto, Roberto Luis Fávero, Fábio da Silva Kunhavalick, Iara Adamo Martins, Michelly Saruwatari e Suzana Bastos Castillo.
Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, BRASIL.
Fundamento: a fistula da artéria circunflexa para o seio carotídeo acompanhada de
insuficiência aórtica é uma síndrome de rara prevalência e com poucas referências
bibliográficas.
Objetivo: descrever as alterações hemodinâmicas em paciente de 66 anos portador
de insuficiência aórtica severa e fístula da ACx para o seio coronariano.
Delineamento: relato de caso com quadro compatível de insuficiência aórtica, que
após reavaliação hemodinâmica diagnosticou-se uma importante dilatação do ramo
atrioventricular da artéria circunflexa , produzindo uma fistula de alto débito para o seio
coronariano.
Paciente: V.M. de 66 anos, casado, representante comercial, natural e procedente de
Dourados-MS.
Métodos: paciente há dois dias apresentando quadro de precordialgia acentuada, em
queimação, sem irradiações e sem fatores atenuantes, acompanhada de quadro
dispnéico aos pequenos esforços e as alterações emocionais. Há 4 anos iniciaram-se
os sintomas, porém com menor intensidade, nesta época foi realizado exame de
cateterismo e diagnosticado insuficiência aórtica moderada. Exame físico: BEG,
acianótico, anictérico, normocorado, normohidratado; Sinais Vitais: FC=80 bpm FR= 20
rpm pulso radial= 60bpm pulso em martelo d'água (Courrigan) cheios e simétricos, PA=
130x80mmHg Temperatura= 36,3ºC. Exame físico específico: Inspeção: abaulamento
em região esquerda, tórax plano Palpação: NDN Ausculta: BNRN, sopro em foco
aórtico +2/+4; Pulmões: MMV presentes normais; Abdômen: Plano, flácido, sem
visceromegalias. Exames: Ecocardiograma: Fe/Ve = 60%, ventrículo esquerdo
hipertrófico com aumento de seu diâmetro diastólico.
Resultados: ao estudo hemodinâmico diagnóstico de insuficiência valvar aórtica
severa; Ramo atrioventricular de artéria circunflexa apresentando importante dilatação,
produzindo uma fístula da artéria coronariana circunflexa para o seio coronariano de
alto débito.
Conclusão: a fistula de artéria coronariana circunflexa para o seio venoso é uma
patologia rara e de diagnóstico difícil, que neste caso associado à insuficiência aórtica
severa agravou o quadro clinico. Após diagnóstico hemodinâmico foi encaminhado à
cirurgia cardíaca.
Frederico Somaio Netoe-mail : fredericosomaio@gmail.comendereço: Av. Marcelino Pires, 3440 apto 101CEP: 79830-000 Dourados-MS INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MARIA
APARECIDA PEDROSSIAN HU/UFMS

Flavio Gonçalves Faria; Alfredo Toshio Raasch Takamoto; Ariane Maia Silva; Fábio Sartori Scherz; Flaubert Ribeiro da Silva Santos; Ricardo Hatakeyama; Lilian Queiroz de Paula; Synara Souza Braga; Rosana Leite Melo HU/UFMS Introdução: Infarto agudo do miocárdio (IAM) decorre da isquemia à qual é submetido o
músculo cardíaco. Pode ser transmural ou subendocárdico sendo o primeiro mais
freqüente - ocorrendo na parede anterior ou inferior, por exemplo. Indivíduos do sexo
masculino têm risco significativamente maior de IAM do que as mulheres, até os 50 anos,
aproximadamente, sendo que o risco proporcional declina com o avançar da idade,
observado um aumento para o sexo feminino, principalmente após a menopausa.
Objetivos: Descrever o grau de acometimento da parede do coração toda a parede ou
comprometimento parcial, bem como idade e sexo dos pacientes diagnosticados com
IAM.
Método: Revisão da literatura atual sobre o assunto e análise de dados colhidos juntos
ao arquivo do HU/UFMS.
Resultado: Dos 564 pacientes diagnosticados com IAM no serviço em questão, 172
foram do tipo transmural e 21 subendocárdico, sendo 263 de localização não
especificada 30,49; 3,72; 46,63 por cento, respectivamente. Quando se leva em conta
apenas o primeiro, nota-se maior acometimento da parede anterior sobre a inferior 34 e 2
casos, respectivamente. O sexo mais prevalente foi o masculino 353 casos (62,58 por
cento), sobre o feminino - 211 pacientes (37,41 por cento). No tocante à faixa etária,
houve predomínio dos pacientes com idade superior a 50 anos 447 casos, 79,25 por
cento. Conclusões: Os achados do presente estudo estão em concordância com a
literatura consultada, o que demonstra perfis semelhantes entre o HU/UFMS e demais
serviços estudados, sendo que o conhecimento da prevalência relatada pela literatura
pode ajudar no diagnóstico do IAM.
Flavio Gonçalves Fariaflaviogfaria@hotmail.comRua Trindade 581, Apto 03, Bl B, Vila Progresso, Campo Grande Mato Grosso do Sul MIOCARDITE AGUDA MIMETIZANDO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: UMA
NOVA ABORDAGEM DIAGNÓSTICA.

Autores: Gilmar Antonio Coelho Damin; Clewis Henri Munhoz Filho; José Raul Espinosa
Cacho; Ricardo do Carmo Filho; Leopoldo Heitor Oliveira Costa.
1. Introdução: A miocardite aguda (MA) é caracterizada por um início insidioso e
apresentações clínicas variáveis com limitada sensibilidade e especificidade. Assim, a
MA pode mimetizar uma síndrome coronariana aguda (SCA), marcada pelo início agudo
de dor torácica, anormalidades eletrocardiográficas, elevação sérica da enzima
creatinoquinase (CK), arritmias ou instabilidade hemodinâmica.
2. Objetivo: Descrever um caso de MA que teve apresentação clínica e laboratorial
semelhante a Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
3. Descrição do Caso: Homem de 50 anos admitido em emergência com dor
retroesternal em aperto, de forte intensidade por uma hora, dispnéia de repouso e
sudorese profusa. Há duas semanas, apresentou quadro febril e tosse produtiva, com
melhora após cinco dias. Era sedentário e tinha histórico familiar (pai e mãe) de IAM. O
ECG confirmou a suspeita clínica de SCA revelando anormalidades de repolarização
ventricular, supradesnivelamento do segmento ST em regiões anteroseptal/lateral. A
dosagem sérica de CK-MB foi de 30,8 U/L. Como preenchia os critérios clínicos e
laboratoriais para SCA do tipo IAM, o paciente foi dirigido ao estudo
cineangiocoronariográfico que mostrou coronárias normais e derrame pericárdico leve.
O ecocardiograma revelava fração de ejeção de 66%, câmaras cardíacas com
dimensões normais, paredes hipercinéticas e derrame pericárdico leve. Após 10 dias de
internação apresentou melhora clínica e recebeu alta.
4. Conclusão: A dor torácica, elevação de enzimas cardíacas e anormalidades no ECG
não devem ser atribuídas diretamente a IAM, sobretudo em adultos cinqüentenários.
Quando se depara com tais achados é imprescindível pensar em MA. Além disso, história
de infecção no trato respiratório torna-se um dado importante que sugere o
desenvolvimento de MA. Com relação aos métodos complementares, o ecocardiograma,
pode ter limitada sensibilidade para os casos de MA. No entanto, o ecocardiograma foi
crucial em nosso paciente, pois identificou derrame pericárdico leve o que sugere um
envolvimento inflamatório conjunto do pericárdio e miocárdio. Portanto, diante das
variadas formas de apresentação da MA, novas ferramentas diagnósticas são
necessárias, sobretudo a biópsia de Endomiocárdica e Ressonância Magnética, em vista
de diminuir as complicações advindas da MA e do IAM.
Gilmar Antonio Coelho DaminE-mail: gilmar_coelho@hotmail.comEndereco: Rua das Garças, n° 146, Centro.
CEP: 79010-020 Campo Grande-MS O ÍNDICE TORNOZELO BRAQUIAL NA PRÁTICA DA ENFERMAGEM
Deisy Adania Zanoni; Lourdes Zélia Zanoni; Rose Mary Uehara. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
O Índice Tornozelo Braquial (ITB) é um método simples, de baixo custo, utilizado como forma de detecção precoce da doença arterial obstrutiva periférica e complementar na avaliação do risco cardiovascular (GABRIEL et al., 2007). Esse índice é utilizado como uma medida não invasiva, sendo um excelente indicador de doença aterosclerótica em pessoas assintomáticas, bem como um indicador de risco de morbi-mortalidade cardiovascular (LAMINA et al., 2006; WITTKE et al., 2007). Enfermeiras treinadas são necessárias para a aferição corretada do ITB, a fim de detectar pacientes assintomáticos presentes na comunidade (GUIDELINE, 2006). Trata-se de uma revisão literária, com o propósito de verificar a importância da medida do ITB, para a identificação precoce do paciente com alto risco de vir a apresentar eventos coronarianos potencialmente fatais e salientar a importância da atuação da enfermagem nesta prática. Para isso foram realizadas pesquisas em sites como: Medline, Scielo e PubMed, utilizando as seguintes expressões: índice tornozelo braquial, doença coronariana e doença arterial obstrutiva periférica. Após o levantamento do material bibliográfico, foram cumpridas as seguintes etapas: leitura exploratória, seletiva, analítica e interpretativa, organizando as informações segundo os objetivos do trabalho e redação. Na doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) há uma redução do fluxo sangüíneo ocasionado pela diminuição da luz dos leitos arteriais dos membros inferiores, em decorrência de processos ateroscleróticos e também aterotrombóticos (WOLOSKER et al, 2000; SCHAAN, MANDELLI, 2004; GABRIEL et al, 2007). Esta doença é uma manifestação da aterosclerose sistêmica e grande preditora de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares (WITTKE et al., 2007). A DAOP aumenta de cinco a seis vezes o risco de eventos cardiovasculares (NORGREN et al., 2007). O ITB menor ou igual a 0,90 é compatível com o diagnóstico de DAOP, e está associado com alto risco de morbi-mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares (WITTKE et al., 2007). Ressaltamos que a introdução da medida do ITB na prática clínica diária da enfermeira, associado aos outros fatores de risco convencionais é de grande importância, não só como preditor de eventos cardiovasculares, mas também como indicador da necessidade de estratégias de prevenção primária.
Endereço para contato:Deisy Adania ZanoniE-mail: deisyzanoni@yahoo.com.brEndereço: Rua Treze de Junho, 3874. Monte Castelo.
CEP: 79.011-460. Campo Grande (MS) PERFIL DOS HIPERTENSOS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA VILA
PILOTO TRÊS LAGOAS/2008.

Izabela Cristina Carducci Rodrigues¹, Polyana Rossino Cestari¹, Gabriella Darbello Torres , Maria Angelina S. Zuque². ¹Acadêmica de graduação de Enfermagem.UFMS/CPTL. ²Professora graduação de Enfermagem.UFMS/CPTL.
bela.carducci@bol.com.br Introdução: A Hipertensão Arterial, doença crônica de alta prevalência, leva a um
aumento de risco de eventos mórbidos cardiovasculares, cerebrais e renais. Há vários
fatores de risco que, associados entre si e a outras condições, favorecem o
aparecimento da hipertensão arterial, sendo: idade, sexo, antecedentes familiares, raça,
obesidade, estresse, vida sedentária, álcool, tabaco, anticoncepcionais, alimentação
rica em sódio e gorduras.
Objetivo: Descrever e avaliar o perfil de hipertensos da ESF Vila Piloto no município de
Três Lagoas MS.
Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, com abordagem quali-
quantitativa, a amostra foi por adesão de hipertensos cadastrados na ESF da Vila Piloto.
Foi aplicado um questionário e os resultados consolidados e analisados com auxilio do
Excell 2003.
Resultados: Entrevistados 20 hipertensos na faixa etária 20-39 anos (15%), 40-59
(40%), 60 e mais (45%). 55% do sexo masculino 45% feminino. 40% encontram-se
casados, 25% amasiados e 15% separados. 35% são aposentados e os demais. A média
da renda familiar é 3 salários mínimos. Escolaridade predominou o Ensino Fundamental
incompleto. Antecedentes pessoais prevalentes: obesidade 35%, alcoolismo 30%,
tabagismo30%, varizes 25%, doenças cardíacas 25%, 10 % já apresentaram AVE e 10%
são diabéticos. Antecedentes familiares prevalentes 60% tabagismo, 50% diabetes,
50% obesidade mórbida, 45% varizes, 40% doenças cardíacas, 40% AVE e 25%
alcoolismo. Quanto à atividade física, 30% praticam caminhadas e os demais não
realizam nenhum tipo de exercício físico. Consideram-se calmos (50%), 15% fazem uso
de anticoncepcionais. Costumam comer 75% fritura, 60% doces, 40% gordura e 25%
ingesta de sal. Sobrepeso (40%), Obeso classe I (25%), Obeso classe II (20%). Risco
para gordura abdominal (100%). Pressão arterial elevada no momento da entrevista
(65%). 100% dizem fazer uso da medicação corretamente.
Conclusão: Os
hipertensos encontram-se conscientes das conseqüências da doença, porém apresentam sobrepeso, fumam e alimentam-se inadequadamente. Utilizam a medicação de forma inadequada, pois os valores pressóricos encontram-se alterados. Medidas de intervenções educativas, individuais e coletivas, pelo enfermeiro, podem contribuir para melhor adesão dos hipertensos ao tratamento minimizando a gravidade da doença.
Izabela Cristina Carducci Rodriguesbela.carducci@bol.com.brRua Zuleide Peres Tabox nº 68 - Bairro Lapa. Três Lagoas-MS PERFIL FARMACOEPIDEMIOLÓGICO SOBRE O USO DE MEDICAMENTOS ANTI-
HIPERTENSIVOS E ANALGÉSICOS EM CAMINHONEIROS.

Larissa Martins Cordeiro, Polyana Rossino Cestari, Vanessa Juliene Goncalves; Rogério Pereira de Souza, Andréa Sanchez. UFMS- Departamento de Enfermagem e Biotecnologia aplicada à Saúde, Campus de Três Lagoas, MS.
A alta probabilidade de ocorrência de acidentes cardiovasculares e dores crônicas em caminhoneiros devem-se aos seguintes fatores: muitas horas seguidas de trabalho, poucas horas de descanso e sono, consumo de alimentos gordurosos e ausência de prática de exercícios físicos. Estudos realizados pela AutoBan (2004) indicam que 21,7% dos motoristas estão acima do peso e 10,69% são hipertensos. Ainda, os hábitos alimentares com dietas industrializadas, ricas em sal, carboidratos e colesterol são fatores de risco para a hipertensão arterial, bem como obesidade, dislipidemia e diabetes. Por outro lado, os pacientes com dor crônica podem desenvolver dependência de álcool ou analgésicos na tentativa de lidar com a dor e tratá-la por si mesmo. Considerando as preposições acima, foi avaliada a freqüência de medicamentos ingeridos por caminhoneiros. Os dados foram coletados através de um formulário aplicado a cento e cinqüenta caminhoneiros que transitavam pelo Posto Fiscal de Jupiá. Os resultados mostram que 59% deles possuem idade entre 26 e 45 anos e 47% apresentam grau de escolaridade fundamental incompleto. Em relação ao período de horas de trabalho e descanso, observa que 73% dos entrevistados trabalham entre 12 e 18 horas e 65% dirigem de 3 a 4 horas sem pausa para descanso. Nas principais classes de medicamentos utilizados, observa-se que 44% utilizam algum tipo de medicamento, destes 54% são analgésicos, 22% anti-hipertensivos e 9% hipoglicemiantes orais. Contudo, apenas 45% destes medicamentos apresentam prescrição médica. Observa-se que quase a metade deles (44%) faz uso de algum tipo de medicação. Sugere-se que o alto índice de usuários de medicação analgésica pode estar relacionado a vários problemas de saúde e as más condições de trabalho. Ainda, verifica-se um alto índice de caminhoneiros portadores de hipertensão arterial sistêmica. Pode-se concluir que o sedentarismo, estresse aliados a má alimentação são fatores determinantes para o perfil de saúde dos caminhoneiros.
Número e Título Larissa Martins Cordeirolarissacordeiro2@hotmail.com Rua Tupiniquins 1-10 cep 17013-090 Bauru-SP.
MIOCARDIOPATIA DILATADA COMO MANIFESTAÇÃO DA SIDA NA INFÂNCIA E O
USO DA L-CARNITINA RELATO DE CASO

Lourdes Zélia Zanoni, Ana Lucia Lyrio, Luiz Carlos Tesini Cônsolo, Carlos Eduardo Zanoni Cônsolo, Yara Delamare Espíndola. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal.
A SIDA pode se manifestar em vários órgãos, incluindo o coração. Em crianças as principais alterações cardíacas ocorrem na forma de insuficiência cardíaca congestiva (ICC), miocardiopatia dilatada e derrame pericárdico. O envolvimento pulmonar é freqüente na forma de pneumonia intersticial linfocítica (LIP). Descrição do caso - CFBF, sexo masculino, 3,8 anos, 12.2kg, encaminhado ao
CTIPed-HU-UFMS com diagnostico: miocardiopatia dilatada, ICC, pneumonia
acompanhadas de desnutrição grave. Há um ano e quatro meses a criança está
apresentando dispnéia progressiva aos esforços e emagrecimento. Há três meses
apresenta aumento do volume abdominal. Nos últimos 18 dias houve piora clínica,
com dispnéia em repouso. Ao exame: MEG, FC=184bpm, FR=55ipm,
PA=126/74mmHg, ritmo de galope sem sopros. Hepatomegalia dolorosa (10cm), e
esplenomegalia (7cm). RX de tórax: cardiomegalia, opacidade alvéolo/intersticial peri-
hilar e de bases pulmonares. Ecocardiograma: FE=0,41 e ES=19%. Foi mantido
tratamento anterior: inotrópicos, diuréticos, vasodilatadores, β-bloqueadores,
antibióticos, antifúngicos. Dada gravidade do caso, para ativar a energia do
metabolismo miocárdico foi decidido utilizar L-carnitina (100mg/kg/dia). Houve
pequena melhora clínica inicial e após 15 dias e tratamento foi mantido em regime
domiciliar. Após 43 dias, claramente evidenciou-se melhora no quadro clínico: a
dispnéia diminuiu e houve ganho em massa de 1000g. Posto que a sorologia para o
HIV resultou positiva, iniciou-se o tratamento com AZT+3TC+EFZ. Ao exame
apresentava taquipnéia, tiragem intercostal, hepatoesplenomegalia. As manifestações
pulmonares foram interpretadas como LIP e foi iniciada corticoterapia. Conforme
ecocardiograma, a melhora significativa da função cardíaca foi detectada bem antes
do uso dos antiretrovirais. Com toda probabilidade, a evolução positiva foi devida à L-
carnitina.
Comentário - Este relato ressalta que a SIDA deverá ser considerada na investigação
da criança com miocardiopatia dilatada. Neste caso o uso da L-carnitina parece ser
clinica e bioquimicamente justificado.
Lourdes Zélia Zanonilzzanoni@terra.com.brR.Alexandre 378 Giocondo Orsi, Campo Grande/MS CEP-79022-080 ULTRA-SONOGRAFIA À BEIRA DO LEITO: TECNOLOGIA A SERVIÇO DA VIDA
Melina Cavichini, Clarissa Chastinet, Nayara Fante, Stéphanie Biot, Carolina Jabarra, Paula Chimelli, Marco Monteiro Lima, Roberto Lannes, Herbert Missaka.
Unidade de Pacientes Graves, Emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.
Introdução: O uso da ultra-sonografia (USG) à beira do leito de pacientes graves
possibilita bom estudo e caracterização do sistema cárdio-circulatório de forma acurada,
rápida, isenta de riscos, além de se mostrar eficiente em demonstrar alterações funcionais
e estruturais de outros órgãos (torácicos e abdominais), permitindo rápida intervenção e
evitando piora do quadro. A USG na sala de emergência e na terapia intensiva é acessível
e avalia pacientes que não poderiam ser investigados por exames mais específicos
(“padrão ouro”) para seu diagnóstico devido à instabilidade hemodinâmica ou
impossibilidade de acesso ao local destes exames.
Objetivo: Ressaltar a importância e a eficácia da USG à beira do leito em um caso grave
de derrame pericárdico.
Métodos: L.C.S., mulher, 36 anos, parda, com anemia falciforme há 13 anos. Foi
internada devido à piora da dispnéia e cardiomegalia. O ecocardiograma evidenciou
grande derrame pericárdico com restrição diastólica. Submetida à drenagem, evoluiu com
choque hipovolêmico e sangramento por ramo da artéria coronária diagonal que foi
rafiada. Retornou à Unidade de Pacientes Graves acoplada à ventilação mecânica, com
PA=80/60 mmHg, e em uso de aminas vasoativas. Os exames evidenciaram
hematócrito=12%; plaquetas=59000mm3; INR=2,63; creatinina=2,4mg/dl; P/F=196;
pO2=70,6mmHg, caracterizando choque hemorrágico, discrasia sanguínea, síndrome do
desconforto respiratório. Foi monitorizada por USG à beira do leito: ecocardiograma
transtorácico para controle do derrame pericárdico, função ventricular, diâmetro e
colapsabilidade de veia cava inferior para avaliação da responsividade aos fluídos e às
aminas vasoativas. USG de tórax para avaliação de congestão pulmonar e derrame
pleural devido à pericardiostomia. Iniciou-se antibioticoterapia, infusão de plasma fresco,
crioprecipitado e plaquetas para correção da discrasia.
Resultados: Foi extubada e retirados os drenos no 11º dia de internação (D11), e
transferida para enfermaria no D15.
Conclusão: Pacientes graves, com instabilidade hemodinâmica, podem ser
monitorizados de maneira não invasiva e acurada através da USG contínua à beira do
leito, se beneficiando de um método aparentemente simples e de fácil acesso - o uso
apropriado da tecnologia na Emergência possibilitou melhor acompanhamento e dirigiu
melhor a terapia.
Melina Cavichinimelina.cavichini@gmail.comR: Cel. Moreira César, 250/401 Icaraí Niterói/RJ CEP 24230-063 DOR TORÁCICA COMO MANIFESTAÇÃO INICIAL DE COARCTAÇÃO DA AORTA EM
PACIENTE DE 18 ANOS.

Tassiana Espósito Simão, Rafaela Barbosa Carrijo. ANHANGUERA/UNIDERP (Universidade para Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal).
Conteúdo: coarctação da aorta, dor torácica.
Introdução: coarctação da aorta é um estreitamento congênito da aorta torácica.
Incidência de 6 a 8% em nascidos vivos. Pode associar-se a outras anomalias
cardíacas. A clínica é variada. O tratamento é cirúrgico. Relatamos o caso de paciente
com 18 anos, masculino, negro, com coarctação da aorta, que evoluiu assintomático
até então, quando apresentou dor retroesternal tipo aperto, súbita, intensa, duração
de 24 horas, acompanhada por vômitos e síncope, sem comorbidades associadas. Ao
exame: Cabeça/pescoço: pulsação carotídea e de fúrcula visível. Palpação de frêmito
na fúrcula com sopro mesotelesistólico ++/4. Coração: ictus cordis visível no 5º
espaço entre linha mamilar esquerda e axilar anterior esquerda, propulsivo, com 3 cm.
Sem frêmito. BNFNR, com sopro de ejeção e regurgitação aórtico +/4, de regurgitação
mitral telediastólico e mesotelessistólico ++/4. Membros: pulsos amplos, fortes e
simétricos nos MMSS e não palpáveis nos MMII. PA MMSS: 130/50 mmHg e PA de
MMII não audível. Demais sem alterações. Exames: 1. ECG: ritmo sinusal, sobrecarga
biatrial e ventrícular esquerda (VE), alteração da repolarização biventricular. 2.Rx de
tórax: cardiomegalia acentuada. Sinal de Roesler no hemitórax direito. Aorta
descendente com redução do calibre. 3. Hemodinâmica: coarctação de aorta torácica
e insuficiência aórtica importantes. Hipocontratilidade difusa VE. 4. ECO: FE: 33%,
diâmetro diastólico VE: 76mm e sistólico: 64 mm, Delta D: 16%, aorta bicúspide com
insuficiência moderada. 5. RNM: área de estreitamento da aorta descendente.
Objetivo: descrever caso de coarctação da aorta.
Método: estudo de caso por meio de levantamento de prontuário.
Resultado: diagnóstico tardio com complicações.
Conclusão: o diagnóstico não é estabelecido não tanto pelo desconhecimento desta
malformação, mas por falta de aferir os pulsos e a PA dos MMSS e MMII. Por isso,
pediatras e neonatologistas, por terem a maior responsabilidade no diagnóstico
precoce, necessitam avaliar estes aspectos de forma rotineira e minuciosa, para
diminuir a morbimortalidade desta patologia.
Rafaela Barbosa Carrijo medicina_carrijo@yahoo.com.brRua Paulo Tognini, 491, casa 2, Jd. Paulista. CEP 79050-120. Campo Grande/MS.
Tassiana Espósito Simão tassisimao@hotmail.comRua Euclides da Cunha, 1981, Santa Fé. CEP 79021-200. Campo Grande/MS.
ANÁLISE DO RISCO CARDIOVASCULAR EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
DA FAMÍLIA

Everton Falcão de Oliveira; Deisy Adania Zanoni; Ana Rita Barbieri. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Introdução. A hipertensão arterial constitui-se um dos principais fatores de risco para
doenças cardiovasculares e, dentre estas, o acidente vascular encefálico e o infarto
agudo do miocárdio, responsáveis por quase 65% do total de óbitos na população adulta.
Com uma prevalência estimada em cerca de 20% da população adulta a hipertensão
arterial é um importante agravo para a saúde pública e cerca de 60 a 80% dos casos
podem ser tratados na rede básica. Os principais fatores de risco para a sua ocorrência
são: sedentarismo, tabagismo e obesidade. Nesse sentido, a identificação de fatores das
populações acometidas pelo agravo é de fundamental importância para a melhoria do
quadro epidemiológico. Este estudo se propôs a conhecer os fatores de risco da
população cadastrada no programa do hipertenso da Unidade de Saúde da Família do
Parque do Sol em Campo Grande.
Objetivos. Conhecer a prevalência dos fatores de risco para hipertensão arterial e
classificar o risco cardiovascular da população pesquisada.
Método. A pesquisa foi realizada junto a 90 pacientes cadastrados no Programa de
Hipertensão Arterial e teve como critérios de exclusão idade superior a 60 anos e
informações incompletas no instrumento de coleta de dados. Foram utilizados dados
secundários, obtidos das Fichas de Registro de oito Agentes Comunitários (Fichas A e B)
para identificar os pacientes cadastrados, faixa etária e local de residência. As
informações primárias foram fornecidas por meio do exame físico dirigido (peso, altura,
IMC) e entrevista com cada paciente, para identificação do estilo de vida. Para tal utilizou-
se um instrumento com base nos manuais do Ministério da Saúde.
Resultados.Dos 90 pacientes analisados, a idade variou de 24 a 59 anos, sendo 80% do
sexo feminino. Destes, 82,2% afirmou não fazer uso de bebida alcoólica e 72,2% não
pratica atividade física. Os resultados da análise do IMC apontaram que 2,2% estão com
baixo peso, 13,3% são eutróficos, 28,8% estão com sobrepeso, 25,5% têm obesidade
grau I, 17,7% têm obesidade grau II e 12,2% têm obesidade grau III. Utilizando a
estratificação por risco individual, verificou-se a seguinte distribuição: 1,1% risco baixo,
20% risco médio, 75,5% risco alto e 3,3% risco muito alto. Conclusões. A análise dos
dados demonstrou que uma parcela significativa da população avaliada apresenta
fatores de risco cardiovasculares possíveis de serem modificados, mas de difícil
abordagem. Isso implica na busca de outros parceiros e instituições que favoreçam a
assistência continuada, integral e resolutiva.
Everton Falcão de OliveiraEndereço eletrônico: evertonfalcaodeoliveira@yahoo.com.brEndereço para contato: Rua Tupiniquins, n°. 196, Bonança.
Cep: 79092-123 Campo Grande/ MS.

Source: http://www.opec-eventos.com.br/cardiologia/anais.pdf

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SUSPENSION ORALE COMPOSITION Ivermectine…………………….…………………………….………………………. 0,10 g Triclabendazole…………………………………………………….……………….…5,00 g Albendazole……………………………………………………………….……….2,50 g Sélénium (sf. sélénite de sodium, 5H2O)……

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